Champagne para Ingleses

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Sempre achei curioso o fascínio dos ingleses pelo champagne. Afinal, a rivalidade histórica entre franceses e ingleses é tão conhecida quanto aquela entre brasileiros e argentinos. Talvez mais aguerrida, porque as nações da Europa são obrigadas a conviver há muito mais do que os cinco séculos que nos juntam e separam aqui na América do Sul.

Por isso, sempre que posso, ouço – ou no caso, experimento – os dois lados da moeda para entender essas mal disfarçadas relações de amor e ódio.

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49 rótulos ou sobre a mudança de gosto

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Quem tem filhos (ou sobrinhos), percebe que a mudança de paladar que os de mais idade vão sentido não é apenas um palpite. É uma realidade. Os gostos que vem do paladar mudam com o tempo. Deixamos de comer coisas que amávamos e passamos a comer coisas que antes nem pensávamos em por no prato.

Para mim, começaram há bastante tempo no caminho do chocolate mais amargo e hoje me é quase impossível comer os que tem menos de 55% de cacau. Juro que não é frescura nem ostentação; apenas aconteceu.  O mesmo tem acontecido com o vinho e gostaria de deixar meu relato para os que eventualmente se solidarizem comigo. Principalmente agora, que completei 49…de experiência…

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Rieslinglândia 2 ou o Chateau Migraine

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Nesses tempos bicudos, em que é difícil parar para escrever, uma pausa para um café fez lembrar uma boa estória de férias – que já completa quase dois anos e já cabe na categoria história.

Há algum tempo concordo com a opinião de que a melhor maneira de experimentar vinhos (exceto em degustações, claro) é comprando doses em taças, sempre que a situação se mostra minimamente segura (aliás, isso dá outro post…). Durante viagens, tento seguir esse plano ao máximo.

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De Cordilheiras e Acéquias

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Conheço uma pessoa que diz “bons vinhos são como boas viagens”. Concordo e adiciono: boas viagens sempre têm bons vinhos.

Para conhecer produtores de vinhos que já bebemos e para conhecer vinhos que ainda havíamos experimentado, minha esposa e eu desengavetamos nossas mochilas de exploradores (?!) e partimos para Mendoza, Argentina.

Por mais que alguém tenha lido e pesquisado sobre o destino, sempre haverá surpresas para quem estiver aberto para a novidade.

E novidades não faltam quando se fala de estar perto de algo grandioso como a Cordilheira dos Andes.

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Verdejante Verdejo

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Chegando perto de 700 rolhas (as contadas…) de vinho em casa, continuo seguindo minha filosofia de só repetir rótulos que me cativam e agarram pelo coração. Afinal, a estimativa é que existam mais de 10.000 variedades (ou  castas, se quiser ser um pouco mais técnico) de Vitis Vinífera (o tipo de videira ideal para vinhos finos); só Portugal tem mais de 300 – como diz um artigo interessante na Revista Adega. Além da infinidade de regiões vinícolas, de empresas vinícolas, – tradicionais ou inovadoras, de alto volume de produção ou boutiques. Uma vida só não basta…

E por não repetir muitos rótulos, tampouco sou de escrever duas vezes sobre um vinho da mesma vinícola, mas esse caso é plenamente justificável: da mesma bodega do post do grajo, mas um rótulo diferente  – daqueles que me arrebatam sempre que o acaso não me protege.

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Rieslinglândia – 1

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Rheingau significa “Distrito do Reno” (Rhein). É uma das 13 regiões vinícolas oficiais da Alemanha e um lugar para descobrir um novo sabor, uma nova predileção, um novo tipo de vinho que vai ficar no topo da lista da memória afetiva e gastronômica de quem o prova – aliás, nessas horas, lembro-me de um gerente de Controladoria muito gente boa, que conheci em um projeto há alguns anos: “a maioria de minhas memórias afetivas são gastronômicas”.

Incentivado pelo jantar de um Einsbein (joelho de porco) que serviu de pretexto para abrirmos o último Riesling Trocken que trouxemos, lá vai mais um post com um pouco de estória ao redor de uma taça de vinho. Continuar lendo

Depois de quase 4 meses – Douro para Dois

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Gentis leitores (e não só da família!) me perguntam se não há posts novos…

Depois de tanto tempo, até eu fiquei em dúvida sobre o blog estar inativo ou abandonado. Na verdade, este escriba que pertence ao blog (já não o contrário…) esteve apenas ocupado. E como prometi a mim mesmo, não escreveria apenas para cumprir prazos semanais ou mensais de gerar novos posts.

Assim que, de volta das férias e com a disciplina nos trilhos, vamos com algo sobre gostos e desgostos, combinações e surpresas.

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Depois de 11 semanas, o 250

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Na verdade, agora são 255, porque, apesar de não ter escrito, segui colecionando rolhas. E a ideia de escrever sobre o número 250 não me saiu da cabeça por todo esse tempo.

O número pareceu cabalístico, então eu fui alterando a ordem do que seria aberto e “vivinado” até chegar no vinho que queria representasse o número 250.

Sim; o número 250 representa quanto rótulos eu armazenei na coleção do aplicativo Vivino (que aliás, descobri ser também um site, acessível no modo “estacionado” como algumas pessoas na minha idade preferem fazer, ao invés de usar o celular).

“And the Oscar goes to…”

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Pinot Noir ou Direto do Tunel do Tempo

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O blog está completando um ano agora no final de fevereiro.

Para comemorar, recuperei a proposta de falar (escrever, digitar…) de vinhos bebidos, mas não necessariamente bebidos há pouco, e então tirei do fundo do baú um vinho desarrolhado em algum momento entre 2006 e 2010.

Sim, na verdade encontrei uma caderneta com anotações sobre vinhos. Ela deve ter uns 10 anos e está muito mal datada, para meu pleno arrependimento. Se hoje uso aplicativo no celular para registrar o que bebo, comecei à moda antiga, anotando numa caderneta informações como: uvas, produtor, origem, safra e claro, minhas próprias impressões.

A caderneta me entrega de bandeja e diz coisas que hoje eu não sei se escreveria, principalmente pelo que aprendi ou pelo que tenho buscado aprender. De qualquer modo, foi um bom gancho para viajar no tempo e abordar uma uva (ou vinho) que ainda não foi vítima da minha datilografia: a Pinot Noir.

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Por Mares Nunca Dantes Navegados

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Se tiver um pouquinho de poesia e de história na cabeça, não se assunte ao ver o título e ler que este post não é sobre vinhos portugueses. Na verdade, vou acabar desaguando em vinhos franceses.

Tudo começa com dois fatos: não é de hoje que bebo vinhos rosados, mas também não é recente minha vontade de experimentar os rosés da Provença. Sim, por incrível que possa parecer aos mais entendidos, eu, que escrevo sobre vinhos e seus “entornos”, nunca tinha bebido um rosé “de verdade”.

Isto aconteceu no último fim de semana. E está virando post

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